Autor Tópico: Gilera GP 800 "Black Daemon"  (Lida 3147 vezes)

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Offline NunoM

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Gilera GP 800 "Black Daemon"
« em: 28 Mar | 2014 | 10:16 »
Viva pessoal,

Após vários anos de motociclismo, em que tive o prazer de ter sido proprietário de várias  motas e scooters (entre elas, Yamaha Cygnus 125, Honda Innova ANF 125, Yamaha Majesty 250, Honda SH 300, Burgman 400 e Honda SW 600), e tendo testado outras tantas ou mais, fiquei perdido de amores pelos encantos da Gilera GP 800 
Que roooonndo lindo que este V2 faz!  8%#=//

Comprei-a há dois dias e posso-vos dizer que, simplesmente adoro a GP, pois reúne as características que eu pretendo numa scooter e num veículos para andar praticamente todos os dias do ano, como é um motor que me permite fazer cerca de 80/90 kms por dia, sem estar a esforçar o motor e sempre com um grande conforto, aliado ao lado prático de uma scooter.  O0

A GP tem um motor do outro mundo (chamo-lhe o TGV), com quadro e distribuição de pesos quase perfeita, uma travagem tremendamente eficaz, uma posição de condução que para a minha estatura diria que é perfeita e umas suspensões (uma das coisas que eu fiquei sempre francamente desagradado nas scooters) que são um autêntico hino ao conforto, qualquer que seja o piso por onde ande.

A minha já trazia um vidro Givi um pouco mais alto e largo que o “super desportivo” de origem e uma top case, que ajuda em muito, pois a GP é parca em espaço por baixo do banco (que é das poucas críticas que posso apontar ao modelo, e também o computador de bordo ser parco em informações).

Sendo este o terceiro dia que ando com ela, e no que se reporta aos consumos, posso-vos dizer que já fiz os meus cálculos e apesar dos seus 75 mega cavalos, certo é que mais importante que isso é o fabuloso binário disponível no V2, o que se traduz em necessitarem de pouca dose de acelerador para movimentarem a relativamente pesada máquina (mas senti isso como algo desconfortável – certo que também já estou habituado à Honda Pan European 1300 -), num misto de, diria, 40% cidade e 50% nacional e 10% auto-estrada, sempre comigo e com a minha esposa, traduziu-se numa média de 5.6 l/100 kms. Certo é que nestes primeiras horas com a máquina, não ultrapassei os 130 km/h (excepção feita a apenas numa vez fui aos 190km/h com a minha patroa e mesmo a essa velocidade a GP apresenta uma estabilidade incrível), mas fiz uma condução normal e fluida.  8)

É sem dúvida uma opção muito completa, sendo uma mota para o dia-a-dia e quando queremos, torna-se uma verdadeira scooter superdesportiva!
     
PS – Após o motor estar à temperatura ideal de funcionamento (pois antes, faz uns pequenos engasgalhanços)… posso-vos dizer que a GP não é uma meninas para todas as mãos, em que apesar do seu motor doce e progressivo, é bruto quando não se tem cuidado, sendo a única scooter que me impôs respeito…

Cumprimentos a todos e bons passeios!  ?%#u